23/03/2026 10h37
Ciway 470 - Foto Grupo Saes - Divulgação
O mercado de galpões logísticos em Santa Catarina enfrenta escassez crítica, com vacância abaixo de 3% no litoral norte, segundo o relatório Market Beat Industrial – 4º trimestre de 2025, da Cushman & Wakefield. O índice contrasta com a média nacional de 7,7% e evidencia o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Especialistas já tratam o cenário como um possível “apagão logístico”, sobretudo nas regiões próximas aos portos e à BR-101. A falta de terrenos e a forte demanda de operadores logísticos e importadores intensificam a pressão sobre o mercado.
A ausência de galpões Triple A, especialmente no eixo da BR-470, está mudando o perfil dos empreendimentos. O modelo de galpões isolados dá lugar a campus industriais logísticos, que concentram múltiplos operadores e maior densidade operacional.
Empresas internacionais impulsionam essa transformação ao exigir certificações ambientais, como LEED, e infraestrutura preparada para eletrificação de frotas e gestão digital de pátios — itens raros em ativos antigos.
Nesse contexto surge o Ciway 470, em Navegantes (SC), desenvolvido pelo Grupo Saes. Com VGI de R$ 700 milhões, o projeto terá 200 mil m² de ABL em um terreno de 430 mil m², com estrutura multiusuário e recursos como energia solar e IoT.
“O custo da ineficiência operacional superou o custo do aluguel”, afirma Erivelto Saes, CEO do grupo. O empreendimento terá 94 módulos entre 1.800 m² e 6.000 m², permitindo alta flexibilidade e ocupação.
A baixa vacância também atrai investidores, ampliando o acesso a ativos Triple A e reforçando o cenário chamado por analistas de “anomalia catarinense”.