19/10/2026 10h09
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Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 para 1,83%. O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19) mostrou queda na estimativa do dólar ao fim do ano, para R$ 5,13, enquanto a previsão para o IPCA permaneceu em 5,22%.
A expectativa para a Selic no encerramento de 2026 ficou estável. Para o próximo ano, a combinação foi de menor crescimento esperado e revisão para cima da inflação ao consumidor.
Mercado reduz previsão de crescimento para 2026 e 2027
A revisão do PIB de 2026 veio acompanhada de cortes nas estimativas para os dois anos seguintes. Para 2027, a expectativa voltou a cair após uma semana de estabilidade.
A projeção para 2028 recuou, enquanto a de 2029 permaneceu inalterada. O levantamento reúne expectativas dos participantes do mercado, sem representar uma previsão institucional do Banco Central.
Projeção do dólar cai nos três primeiros anos do levantamento
A expectativa para o câmbio no fim de 2026 diminuiu, levando a estimativa a R$ 5,13. A projeção para 2027 registrou a segunda redução semanal consecutiva.
Os economistas reduziram a previsão para 2028 e mantiveram a de 2029, que havia sido revisada para baixo na semana anterior.
Inflação de 2027 sobe, enquanto estimativa de 2026 fica estável
A manutenção da projeção do IPCA de 2026 contrastou com o aumento da expectativa para 2027. Para 2028, a estimativa caiu; para 2029, não houve alteração.
No IGP-M, as previsões recuaram para 2026, 2027 e 2028. A estimativa para 2029 avançou após uma semana de estabilidade.
As expectativas para os preços administrados seguiram trajetórias diferentes. A projeção deste ano diminuiu, enquanto as de 2027 e 2028 aumentaram. Para 2029, o mercado manteve a estimativa.
Expectativas para a Selic permanecem inalteradas
As projeções para a taxa básica de juros ficaram estáveis em todos os anos apresentados, de 2026 a 2029.
O Focus desta semana concentrou as revisões de curto prazo na atividade e no câmbio. Para 2027, o levantamento passou a indicar crescimento menor e inflação mais alta do que na edição anterior.