21/02/2026 11h34
Foto: Divulgação
A Airbus divulgou os resultados financeiros de 2025, reportando lucro líquido de 5,2 bilhões de euros (R$ 32,2 bilhões), alta de 23% em relação ao ano anterior.
O fabricante registrou receita consolidada de 73,4 bilhões de euros (R$ 453,6 bilhões) em 2025, alta de 6% na comparação anual, e entregou 793 aeronaves comerciais no período. A companhia confirmou o cumprimento das projeções de 2025 e estima a entrega de cerca de 870 jatos comerciais em 2026.
Entregas e carteira de pedidos
A fabricante europeia entregou 793 aviões comerciais em 2025, distribuídos em 93 A220, 607 aeronaves da família A320, 36 A330 e 57 A350. A receita da divisão de aeronaves comerciais avançou 4%, para 52,6 bilhões de euros (R$ 325,1 bilhões), refletindo maior volume de entregas e crescimento em serviços, parcialmente compensados pela depreciação do dólar.
As encomendas brutas de aeronaves comerciais totalizaram 1.000 unidades, com 889 pedidos líquidos após cancelamentos. A carteira de pedidos (backlog) atingiu o recorde de 8.754 aviões ao fim de 2025.
Helicópteros e defesa
A divisão de helicópteros registrou 536 pedidos líquidos. As receitas cresceram 13%, para 9 bilhões de euros (R$ 55,6 bilhões), com 392 entregas. Já a divisão de defesa e espacial reportou receitas de 13,4 bilhões (R$ 82,8 bilhões).
No programa A400M, foi assinada em 2025 emenda contratual com a Organização de Cooperação Conjunta em Armamentos (Occar) para antecipar sete entregas à França e à Espanha. A empresa disse que continua avaliando impactos potenciais sobre atividades industriais diante de incertezas no volume de pedidos futuros.
Ramp-up de produção e gargalos na cadeia
A Airbus reiterou a estratégia de aumento gradual de produção (ramp-up), condicionada a restrições na cadeia de suprimentos. No programa A220, a meta passou a ser taxa de treze aeronaves por mês em 2028.
Na família A320, o fabricante disse que a indisponibilidade de motores por parte da Pratt & Whitney afeta a trajetória de aceleração produtiva. A meta atual é atingir entre 70 e 75 aeronaves mensais até o fim de 2027, estabilizando em 75 unidades/mês.
Os programas A330 e A350 mantêm metas de cinco unidades por mês em 2029 e e doze por mês em 2028, respectivamente.