25/02/2026 08h56
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O mercado brasileiro de condomínios logísticos encerrou 2025 em forte expansão, combinando elevada absorção de áreas, crescimento expressivo do estoque e valorização consistente dos preços de locação. Levantamentos da Associação Brasileira de Logística (Abralog), com base em dados da Binswanger Brazil, e da consultoria Jones Lang LaSalle (JLL) apontam um dos ciclos mais robustos já registrados no segmento.
A absorção líquida, indicador que mede a diferença entre áreas locadas e devolvidas no período, mostrou desempenho destacado ao longo do ano, com volume expressivo apenas no quarto trimestre. O resultado reflete demanda aquecida em corredores logísticos estratégicos, impulsionada sobretudo por e-commerce, redes de varejo e operadores logísticos que seguem ampliando sua presença em ativos de padrão moderno.
O estoque de galpões também avançou em 2025, com a entrada de milhões de metros quadrados em novos empreendimentos, muitos deles concentrados em São Paulo e em outras regiões com forte dinamismo econômico. Mesmo com esse incremento de oferta, a taxa de vacância permaneceu em patamar historicamente baixo, sinalizando que o ritmo de ocupação acompanha, e em alguns casos antecipa, a entrega de novos projetos.
Os preços médios pedidos por metro quadrado acompanharam esse movimento e registraram valorização ao longo do ano. A combinação de baixa disponibilidade em ativos bem localizados, maior exigência por padrão construtivo e serviços agregados, além do avanço de operações intensivas em logística, sustentou a alta dos aluguéis em diversos mercados.
Na prática, os dois estudos chegam a um mesmo diagnóstico: um mercado maduro, com fundamentos sólidos de demanda e oferta e foco crescente em eficiência operacional, em que o segmento de galpões logísticos se consolida como infraestrutura crítica para a competitividade do varejo, da indústria e dos operadores de transporte no Brasil.