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Transporte Aquaviário

Mercado de afretamento de navios mantém a tendência de alta

A forte demanda continua a sustentar as taxas, embora a oferta limitada de capacidade esteja restringindo os contratos

17/06/2026 07h56

Foto: Divulgação

O mercado de afretamento de navios porta-contêineres continua apresentando crescimento positivo, impulsionado pela forte demanda por embarcações em praticamente todos os segmentos de capacidade, de acordo com a análise mais recente da Alphaliner

No entanto, a persistente escassez de navios disponíveis, especialmente aqueles com capacidade acima de 3.000 TEUs, continua a limitar o volume de novas encomendas. Esta situação foi agravada nas últimas semanas por uma redução temporária da atividade comercial devido à feira Posidonia em Atenas, um dos principais eventos da indústria marítima.

Nesse contexto, a maioria dos contratos se concentra nos segmentos menores, particularmente para embarcações com menos de 2.000 TEUs, onde há maior liquidez de capacidade. Ao mesmo tempo, os contratos a termo permanecem limitados, refletindo maior cautela por parte das companhias de navegação em um ambiente de mercado caracterizado por altos níveis de incerteza.

A Alphaliner indica que as taxas de afretamento permanecem saudáveis ​​e relativamente estáveis ​​na maioria dos segmentos. No entanto, algumas embarcações com especificações superiores ou disponíveis em localizações estratégicas alcançaram prêmios significativos, em alguns casos estabelecendo novos parâmetros para o mercado.

No caso dos navios VLCS (7.500-13.000 TEUs), nenhum novo contrato foi registrado nas últimas duas semanas. Segundo a Alphaliner, essa situação se deve principalmente à contínua escassez de navios disponíveis para entrega imediata, e não à falta de interesse dos operadores.

Não foram registradas novas operações de afretamento para navios LCS (5.300-7.499 TEUs). No entanto, foi revelado que a armadora Global Ship Lease (GSL) encomendou a construção de dez novos navios porta-contêineres de médio porte, com entrega prevista entre 2028 e 2030. Segundo estimativas da Alphaliner, esses navios serão construídos na China, terão capacidade superior a 6.000 TEUs e capacidade significativa para carga refrigerada. Os navios já teriam contratos de afretamento garantidos por aproximadamente sete anos, presumivelmente com a MSC.

Quanto aos navios Panamax clássicos (4.000-5.299 TEUs), a atividade permaneceu limitada. A Alphaliner registrou apenas um novo contrato nas últimas duas semanas, para um novo navio porta-contêineres de 4.600 TEUs, que garantiria emprego de curto prazo a uma taxa na faixa baixa de US$ 60.000/dia.

Para os próximos meses, a consultoria estima que a disponibilidade limitada de capacidade continuará a restringir a atividade de contratação, mesmo em um cenário em que a demanda por capacidade de transporte marítimo permaneça forte.

Fonte: Mundo Marítimo