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Logística

Mercado de logística digital deve crescer 18% por ano até 2030

Estudo “Infor Reports 2025 – Inovação na Logística 2025” reúne dados sobre a transformação digital na logística

10/01/2026 10h50

Foto: Divulgação

O “Infor Reports 2025 – Inovação na Logística 2025”, lançado pela Infor Brasil, apontou que a maturidade tecnológica e transformação digital estão cada vez mais presentes na gestão das cadeias de suprimentos no Brasil. Impulsionado pela adoção de tecnologias como WMS para automação de armazéns, gestão de força de trabalho e planejamento estratégico, o mercado global de logística digital deve crescer mais de 18% ao ano até 2030, segundo estimativas do Grand View Research.  

O estudo da Infor ainda revelou que o Brasil acompanha essa tendência, com uma projeção de expansão de 23% nos investimentos logísticos do país ainda em 2025. A alta é impulsionada, justamente, pelo direcionamento de recursos para a automação, diante da fragmentação das cadeias de Supply Chain com a expansão do e-commerce no país.

Para o vice-president of Sales e Country Manager da Infor Brasil e South Latam, Waldir Bertolino, o movimento representa uma transição estrutural no modo como o setor opera.  “A logística brasileira está deixando de ser reativa e passa a operar gradativamente com base em dados e processos automatizados que geram inteligência estratégica para as empresas”, disse. Nesse sentido, o executivo explicou que maturidade tecnológica é fundamental para a competitividade.

Segundo a Infor, a edição reuniu dados de 31 fontes especializadas, com pesquisas internacionais, projeções de mercado, estudos setoriais e dados proprietários da empresa. O objetivo é oferecer uma leitura crítica e ampla sobre os caminhos da transformação digital na logística.

Entraves na digitalização da logística

No entanto, ainda há entraves no processo de digitalização do mercado. Um índice de 2023 da Fundação Dom Cabral citado no estudo alerta, por exemplo, que a transformação digital no Brasil ainda é parcial para a maioria das empresas. Segundo o levantamento, mais de 52% das organizações fazem apenas pequenos investimentos nas jornadas de informatização.

Esse dado revela uma assimetria em um ambiente ainda desigual. Em um lado há empresas que acompanham tendências emergentes e estão mais consistentes em seus movimentos digitais.

Já no outro é possível encontrar organizações que precisam superar barreiras culturais como a carência de profissionais capacitados para operar em ambientes automatizados. Essa falta de qualificação aparece de forma evidente nos dados do Instituto Semesp, segundo os quais 18,9% dos profissionais formados em logística estão desempregados.

“Há um descompasso entre a formação disponível e as competências exigidas pelo mercado. O desafio é conectar tecnologia, processos e pessoas em um modelo de aprendizado contínuo”, reforçou Bertolino.

Armazém do futuro

A segunda edição da pesquisa “O Armazém do Futuro”, conduzida pela Infor com 51 empresas do setor logístico, também reforçou esse cenário desafiador ao mostrar que, embora a digitalização dos armazéns seja vista como uma oportunidade concreta de ganhos de eficiência, ainda há obstáculos para implementação.

Entre os principais desafios mencionados, estão o alto investimento inicial (71%) e a necessidade de requalificação das equipes (71%), além das demandas contínuas de manutenção e atualização das tecnologias (61%).

Aspectos culturais também aparecem como barreiras relevantes, com resistência à mudança por parte das lideranças (51%) e dos colaboradores (37%). Esses resultados reforçam a importância de estratégias integradas de investimento, capacitação e adaptação organizacional.

Mesmo com desafios, a pesquisa da Infor revelou que a digitalização dos armazéns é vista como uma oportunidade concreta de ganhos de eficiência. Entre os benefícios mais esperados, 78% dos participantes apontaram a redução de erros e de retrabalho, enquanto 63% destacaram a disponibilidade de dados para apoiar decisões.

Outros ganhos incluem a otimização das rotinas de colaboradores (61%), a maior precisão nos inventários (57%) e a melhoria da experiência do consumidor (24%).

Processo contínuo

O estudo concluiu que a maturidade tecnológica não é um ponto de chegada, mas um processo contínuo de integração entre pessoas, processos e dados. Empresas que compreenderem essa dinâmica e adotarem uma estratégia de inovação consistente estarão mais bem preparadas para um cenário de competição global cada vez mais acirrado.