31/05/2026 10h07
Foto: Solos - Divulgação
A atuação da Solos junto a cooperativas e catadores de materiais recicláveis alcança um marco histórico em 2026: mais de R$10 milhões em geração de renda para trabalhadores da cadeia da reciclagem em diferentes regiões do Brasil. O resultado é fruto de operações realizadas ao longo da trajetória da organização, especialmente nos últimos cinco anos, com destaque para projetos de reciclagem em grandes eventos, sistemas inteligentes de logística reversa e programas estruturantes voltados à valorização dos catadores. O marco é alcançado na mesma semana em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, reforçando a importância de iniciativas que unem impacto socioambiental, economia circular e inclusão produtiva no país
A renda gerada contempla diferentes frentes: pagamento por serviços prestados durante as operações, comercialização dos materiais recicláveis coletados e ganhos obtidos por meio dos créditos de logística reversa, mecanismo que agrega valor aos resíduos destinados corretamente. As iniciativas beneficiam tanto catadores autônomos quanto profissionais organizados em cooperativas.
“Esse marco demonstra o nosso compromisso com operações que precisam ser boas para todo mundo. Conseguimos garantir um modelo que traz adicionalidade de massa, engaja o cidadão e promove inclusão social e produtiva de catadores. Isso em uma triangulação que envolve grandes marcas e o setor público., afirma Saville Alves, cofundadora e líder de negócios da Solos.
Como negócio de impacto socioambiental a Solos atua de forma intencional para promover transformações estruturantes na cadeia da reciclagem. Além da geração de renda, as operações desenvolvidas pela organização também contribuem para ampliar a infraestrutura disponível para os trabalhadores, descentralizar oportunidades econômicas e fortalecer a profissionalização do setor.
A organização conta ainda com grandes parceiros em suas ações, como Ambev, Heineken e Braskem, que contribuem para ampliar o alcance das iniciativas e fortalecer projetos de logística reversa e economia circular em diferentes territórios do país. Em 2025, a Solos também recebeu um aporte de R$1 milhão do Banco do Nordeste, por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem, fortalecendo a expansão de suas operações e o desenvolvimento de soluções voltadas à inclusão produtiva de catadores.
Grande parte das ações que contribuíram para o alcance do marco aconteceu no Nordeste brasileiro, reforçando o compromisso da organização com a descentralização da reciclagem e o fortalecimento econômico de territórios historicamente vulnerabilizados.
O marco alcançado contribuiu diretamente para que outros programas, desenvolvidos e operados pela Solos, como Recicla Capital, Roda, Reciclo, Vidrado e operações de reciclagem realizadas durante grandes eventos, como os carnavais de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo se tornassem mais estruturados e com a valorização de pessoas. São iniciativas como estas, que unem poder público, investimento privado e participação ativa das cooperativas para criar soluções permanentes e sustentáveis. Este ano, inclusive, a parceria entre a Prefeitura de Salvador e a startup, levou a conquista do Guinness World Records, com a maior reciclagem de latinhas no mundo, recolhendo mais de 46 toneladas durante o Carnaval 2026.
“A gente entende que a Solos não faz isso sozinha. Existe um movimento maior acontecendo no setor, com diferentes atores buscando melhorias estruturantes. Mas ficamos muito felizes em perceber que fazemos parte dessa transformação e conseguimos materializar isso em um número tão significativo. Esses R$10 milhões representam impacto real na vida das pessoas”, destaca Saville.
Um dos exemplos mais simbólicos dessa trajetória aconteceu em 2020, durante uma operação especial de Carnaval em Salvador voltada à geração de renda para catadores. Dias após a festa, o país entrou no período da pandemia de covid-19, e muitos trabalhadores conseguiram enfrentar aquele momento com mais segurança graças à renda extra obtida durante a operação.
“Quando a gente cria soluções pensando nas pessoas mais vulnerabilizadas, conseguimos construir mecanismos que também ajudam essas pessoas a enfrentar momentos de crise. É sobre criar estruturas mais acolhedoras, mais dignas e mais sustentáveis para quem está na ponta dessa cadeia”, completa a fundadora da Solos.
Eduarda Sant Anna, mais conhecida Duda, catadora da Associação de Catadores e Recicladores Vila Chocolatão, em Porto Alegre, e que atua com a Solos desde 2021, encontrou na reciclagem uma forma de reconstruir a própria vida após enfrentar períodos de desemprego e perder parte da casa em um incêndio. Mãe de duas filhas, ela ingressou em uma cooperativa em 2017, motivada pela possibilidade de trabalhar perto da creche das crianças e garantir renda para a família. Em poucos meses, passou a integrar a coordenação do galpão e hoje também atua com educação ambiental, defendendo mais conscientização sobre reciclagem e valorização dos catadores. Para ela, o trabalho vai além da geração de renda: representa resistência, dignidade e cuidado com o planeta.
“O mais importante ainda é o respeito. As pessoas precisam enxergar a gente como seres humanos iguais a elas, porque o trabalho que fazemos é fundamental para toda a sociedade”, ressalta Duda.
Mais do que um número, o marco de R$10 milhões traduz histórias, oportunidades e a construção de uma cadeia de reciclagem mais inclusiva e valorizada. Para a Solos, o resultado representa a consolidação de um trabalho que alia impacto socioambiental, geração de renda e fortalecimento de territórios por meio da economia circular.