30/07/2026 10h59
Foto: Ilustrativa
Apesar da popularização da inteligência artificial no ambiente corporativo, 86% dos empreendedores brasileiros ainda não aproveitam todo o potencial da tecnologia. O dado é da segunda edição da pesquisa “Na Rota do E-commerce”, realizada pela Loggi em parceria com a Opinion Box.
O dado evidencia que, embora a importância da tecnologia seja amplamente reconhecida, ainda há dificuldades para transformá-la em ganhos concretos para os negócios. Segundo o estudo, o principal desafio não está na falta de acesso às ferramentas, mas na capacidade de utilizá-las de forma estratégica nas operações.
Principais obstáculos para ampliar o uso da IA
Entre as maiores barreiras apontadas pelos entrevistados estão:
Para especialistas, os números mostram que o desafio vai além da disponibilidade da tecnologia e passa pelo amadurecimento da cultura organizacional.
Uso ainda é pouco estruturado
A pesquisa revela que 71% dos empreendedores reconhecem a importância da inteligência artificial para o crescimento dos negócios, mas poucos conseguem incorporá-la de forma estratégica:
A frequência de uso também chama atenção. Enquanto 45% utilizam ferramentas de IA algumas vezes por semana, apenas 31% recorrem à tecnologia diariamente.
O estudo também mostra que 56% utilizam entre duas e três plataformas simultaneamente. O ChatGPT aparece como a ferramenta mais utilizada, presente em 86% das empresas entrevistadas, seguido pelo Gemini, citado por 46%.
Marketing lidera o uso da inteligência artificial
As áreas que mais utilizam IA são aquelas em que os resultados aparecem mais rapidamente:
Já setores como logística, operações e finanças apresentam menor nível de adoção da tecnologia
Os benefícios mais percebidos pelos empreendedores são o aumento da produtividade (48%), a melhoria da qualidade dos conteúdos (44%) e a maior agilidade operacional (38%). Além disso, 61% afirmam que a ausência da inteligência artificial teria impacto médio ou alto em seus negócios, reforçando o papel cada vez mais relevante da tecnologia na competitividade das empresas.
Fonte: Diário do Comércio