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Economia

Abiquim projeta prejuízo de US$ 150 mi a mais com tarifaço

O presidente da Associação aponta que novas tarifas impactam, ao todo, US$ 600 mi em exportações

23/07/2026 10h17

Foto: Abiquim - Divulgação

A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) estima um prejuízo de cerca de US$ 150 milhões a mais diretamente no setor químico com o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Na avaliação de André Passos, presidente-executivo da associação, ao todo, US$ 600 milhões em exportações serão afetados pela sobretaxa de 25%.

As falas se deram após reunião com o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias.

Ele destacou que, nos últimos 12 meses, com as taxas anteriores de 10%, os embarques do setor para o mercado norte-americano recuaram de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão. Para este novo ciclo, a associação projeta a alta ainda maior no impacto.

André Passos ressaltou que, devido à importância da indústria química no fornecimento de insumos para setores como o de aço, plástico e outros segmentos da indústria de transformação, o impacto indireto na economia deve ser superior ao estimado para as exportações diretas.

Cenário internacional

Nos últimos dois meses, a Abiquim iniciou um trabalho junto à ApexBrasil para estruturar um programa especial para o setor.

A iniciativa visa possibilitar a abertura e a expansão de novos mercados, como Índia, Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e países do continente africano.

No entanto, na avaliação de André Passos, apesar dos esforços para diversificar os destinos dos produtos brasileiros, essas novas aberturas não devem suprir o impacto financeiro imediato gerado pela sobretaxa norte-americana.

Para ele, com a retração dos embarques para o exterior, parte desses volumes precisará ser direcionada ao mercado doméstico.

"Químicos básicos e resinas, que são marginalmente exportados para o mercado americano, podem passar a atender com mais intensidade o mercado brasileiro”, destacou.