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Logística

Cresce movimento de caminhões nos portos de fronteira da Multilog

Maior alta, de 18,1%, foi no número de caminhões com exportações

03/02/2026 11h03

Porto Seco de Jaguarão (RS) - Foto: Divulgação

O movimento de caminhões nos portos secos administrados pela Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País, aumentou 11,6% em 2025, com a passagem de 446.966 veículos. A maior movimentação foi registrada em Foz do Iguaçu/PR, seguido por Uruguaiana/RS.

"Os portos de fronteira vêm se consolidando como infraestruturas vitais para a fluidez do comércio no Mercosul - fortemente impulsionados pelo setor do agronegócio e de insumos industriais -, bem como para a logística das exportações em geral, dos bens de consumo e dos componentes automotivos provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai", afirma Francisco Damilano, gerente-geral de Operações das Fronteiras da Multilog.

Ele explica que, nesse contexto, a ampliação e modernização tecnológica das instalações da Multilog, combinadas a políticas de incentivos fiscais estaduais – a exemplo de Santa Catarina, com o Porto Seco de Dionísio Cerqueira – têm contribuído para o aumento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Em 2025, o Porto Seco de Uruguaiana (RS) registrou um crescimento de 17,8% no volume de entrada de veículos, totalizando com 158.488 caminhões. Destaque para o número de veículos com operações de exportação (111.764 caminhões, alta de 28,8%), mais do que o dobro daqueles com importações (46.724 caminhões, queda de 2,1%).

Já pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR) – o maior do País e principal hub logístico do Mercosul –entraram 215.070 caminhões (+9,4%), o maior volume dentre as unidades alfandegadas administradas pela Multilog. As importações foram responsáveis pelo maior afluxo de veículos da unidade alfandegada – seis em cada dez caminhões –, um crescimento de 9,6% em relação a 2024.

Com localização estratégica na tríplice fronteira de Brasil, Paraguai e Argentina, a Multilog está investindo na construção do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, que vai ampliar em cerca de 30% a capacidade de movimentação da unidade e garantirá condições ainda mais competitivas para o comércio exterior brasileiro. A inauguração da nova unidade está prevista para dezembro de 2026, e trará ainda mais eficiência operacional, tecnologia de ponta e equipes altamente treinadas e especializadas para assegurar agilidade no processamento de cargas e na circulação de veículos.

Em Santa Catarina, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira registrou um aumento de 12,5% no volume de caminhões no ano passado, alcançando 25.882 veículos, dos quais pouco mais da metade (52,6%) relacionados a entradas de importações (+6,9%). Um destaque foi o crescimento de 19,3% no volume de caminhões com exportações (12.554 veículos).

Já pelo Porto Seco de Jaguarão (RS), a entrada de caminhões cresceu 5,8%, para 35.605, com alta de 12,8% no número de veículos com exportações, mas queda de 3,5% nas entradas de caminhões com importações.

Ainda no Rio Grande do Sul, o Porto Seco de Sant'Ana do Livramento registrou uma redução de 7% no número de entradas de caminhões, fechando 2025 com o ingresso de 11.921 veículos. Esse declínio foi impactado pelo menor volume de caminhões com importações (queda de 23,3%), e não foi compensado pelo aumento de 5,9% no número de caminhões com destino ao mercado externo.