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Transporte Aquaviário

Maersk mantém alerta máximo no Estreito de Ormuz

Para analistas, o risco geopolítico segue como variável crítica para o comércio internacional

10/04/2026 10h11

Foto: Divulgação

Mesmo com o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, a gigante dinamarquesa Maersk mantém uma postura conservadora em relação à navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e mercadorias.

Em comunicado, a companhia afirmou que o acordo de trégua de duas semanas pode até abrir uma “janela de oportunidade” para o tráfego marítimo, mas ainda está longe de oferecer garantias suficientes de segurança. A empresa destacou que não fará mudanças imediatas em suas operações e seguirá baseada em avaliações contínuas de risco antes de autorizar qualquer travessia pela região.

Segundo a Al Jazeera, a cautela reflete o cenário ainda instável no Golfo, onde tensões geopolíticas recentes elevaram o nível de alerta entre armadores e seguradoras. O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo, tornando qualquer risco na região um potencial gatilho para volatilidade nos preços de energia e nos custos logísticos.

No mês anterior, a Maersk já havia suspendido reservas de carga para diversos portos no Golfo e implementado sobretaxas emergenciais de combustível em escala global — uma medida que evidencia o efeito cascata das tensões regionais sobre toda a cadeia logística.

Para analistas, a decisão da empresa reforça que, apesar de avanços diplomáticos pontuais, o risco geopolítico segue como variável crítica para o comércio internacional. Na prática, isso significa que custos mais altos e rotas alternativas devem continuar pressionando margens e prazos de entrega nas próximas semanas.