15/06/2026 09h42
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O mercado financeiro elevou a projeção para a alta da inflação em 2026 subiu pela 14ª semana consecutiva e também aumentou pela segunda semana seguida as expectativas para a taxa básica de juros para o final deste ano e do ano que vem, mostra pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (15).
A expectativa para o IPCA em 2026 passou para 5,30%, de 5,11% na semana anterior. Assim, a projeção se afasta ainda mais do teto da meta para a inflação, de 4,5%. O centro do objetivo é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Para 2027, a estimativa para a inflação subiu para 4,10%, de 4,03% antes, terceira vez seguida em que ela foi elevada.
Dados divulgados na semana passada mostraram que a inflação desacelerou um pouco menos do que o esperado em maio, a 0,58%, mas a taxa em 12 meses do IPCA superou o teto da meta, indo a 4,72%.
A pesquisa foi fechada na sexta-feira passada, antes de Estados Unidos e Irã anunciarem no fim de semana um acordo preliminar de paz para a guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, pressionando a inflação.

Menos cortes na Selic
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a Selic agora é de 13,75% ao final de 2026 e de 12% em 2027, de 13,50% e 11,50% respectivamente na semana anterior.
O Banco Central se reúne nesta semana depois de ter reduzido a Selic a 14,50% em abril e pregado cautela para os próximos passos diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Para este encontro, a pesquisa segue apontando corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a reunião de agosto, as projeções apontam para novo corte, levando a Selic a 14%.
“A leitura central é clara. O mercado está precificando um Brasil mais inflacionário, mais caro e com juros elevados por mais tempo. Quando praticamente todas as variáveis caminham na mesma direção, o sinal costuma ser menos sobre os números e mais sobre a confiança”, avaliou Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos.
PIB e dólar
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento aumentou a 1,96% para 2026, de 1,91%, permanecendo em 1,70% para 2027.
Já para o dólar, a projeção para a cotação ao fim de 2026 foi revisada de R$ 5,15 para R$ 5,20. Já para o fim de 2027 passou de R$ 5,20 para R$ 5,25.
Fonte: Reuters